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Patrono do Serviço Militar

Publicado: Quinta, 29 de Junho de 2017, 17h52 | Última atualização em Quinta, 29 de Junho de 2017, 17h52 | Acessos: 273

No Século XX, durante a I Guerra Mundial, o poeta OLAVO BILAC, nos anos de 1915 e 1916, desencadeou notável campanha, pregando a necessidade do Serviço Militar, como preito de amor à Pátria, e o Quartel como escola de civilidade.

Como justa e merecida homenagem, OLAVO BILAC foi escolhido o Patrono do Serviço Militar e a data de seu nascimento – 16 de dezembro – consagrada como o Dia do Reservista.

BIOGRAFIA

Um dos mais notáveis poetas brasileiros, prosador exímio e orador primoroso, nasceu e morreu no Rio de Janeiro, respectivamente, em 1865 e 1918. Cursou o primário no Colégio do padre Belmonte, Rio de Janeiro. Por insistência do pai, fez Faculdade de Medicina até o 5º ano, depois de brilhante concurso que ali fez para interno, e apesar do auspicioso futuro que todos lhe auguravam, desistiu do curso médico para tentar o de direito em São Paulo. Atraído, porém, pela vida fluminense, voltou ao Rio iniciando, com grande êxito, na imprensa literária.

A irradiação do seu nome foi rápida, e fulgurou com a publicação de Poesias (incluindo Panóplias, Via Láctea e Sarças de Fogo - 1888). Foi um dos mais ardorosos propagandistas da abolição, ligando-se estreitamente a José do Patrocínio. Em 1900 partiu para a Europa como correspondente da publicação Cidade do Rio. Daí em diante, raro era o ano em que não visitava Paris.

Exerceu vários cargos públicos no estado do Rio de Janeiro e na antiga Guanabara, tendo sido inspetor escolar, secretário do Congresso Panamericano e fundador da Agência Americana. Dedicou-se às letras e, em 1902, foi secretário de Campos Sales na viagem à Argentina; em 1906 secretariou a Conferência Pan-americana do Rio de Janeiro; em 1907 foi secretário do Prefeito do Distrito Federal. Foi um dos fundadores da Liga da Defesa Nacional (da qual foi secretário geral), tendo lutado pelo serviço militar obrigatório, que considerava uma forma de combate ao analfabetismo. Conferencista de platéias elegantes, sua obra tornou-se leitura obrigatória, sendo declamado nos círculos literários.

Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, na cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.

Considerado o maior nome parnasiano brasileiro, foi bastante influenciado pelos poetas franceses. Suas poesias revelam uma grande emoção, nada típica dos parnasianos, um certo erotismo e influência marcante da poesia portuguesa dos séculos XVI e XVII. A correção da linguagem, o rigor da forma e a espontaneidade são as principais características de seus versos. Foi abolicionista e republicano, ficou preso por 6 meses na Fortaleza de Laje, durante o governo de Floriano Peixoto; livre, exilou-se em Minas Gerais. É o autor da letra do Hino à Bandeira.

Olavo Bilac é o poeta mais popular do Parnasianismo, destaca-se pelo devotamento ao culto da palavra e ao estudo da língua portuguesa. Os recursos estilísticos que mais emprega são: a repetição de palavras, o polissíndeto e o assíndeto (separados ou conjugados), suas metáforas e comparações são claras.

Além de Poesias também publicou Crônicas e Novelas, Conferências Literárias, Ironia e Piedade, Bocage, Crítica e Fantasia, e, em colaboração, Contos Pátrios (infantil), Livro de Leitura, Livro de Composição, Através do Brasil (os últimos três, pedagógicos), Teatro Infantil, Terra Fluminense, Pátria Brasileira, Tratado de Versificação, A Defesa Nacional (coleção de discursos), Últimas Conferências e Discursos, Dicionário Analógico (inédito) e Tarde (póstuma, coleção de 99 sonetos).

Seu volume de Poesias Infantis, encomendado pela Livraria Francisco Alves, é uma coleção de 58 poemas metrificados falando sobre a natureza e a virtude. Segundo suas próprias palavras, "era preciso achar assuntos simples, humanos, naturais, que, fugindo da banalidade, não fossem também fatigar o cérebro do pequenino leitor, exigindo dele uma reflexão demorada e profunda".

A preocupação com temas nativistas se manifesta em O Caçador de Esmeraldas e é bem executada em Tarde (1919), notadamente, nos poemas Pátria, Música Brasileira, Pesadelo e Iara.

Seus versos contém uma poesia pobre em imagens, mas rica em sentimento, voluptuosidade e morbidez; o que parece justificar sua fulgurante consagração. Poesias (1888), seu primeiro livro, traz o poema Profissão de Fé. Esmero em metrificação, servindo de exemplo do verso parnasiano.

OBRAS

Poesias (1888), constando as coleções Panóplias, Via Láctea, Sarças de Fogo e, na segunda edição, O Caçador de Esmeraldas, Alma Inquieta; Viagens.

Outras:Crônicas e Novelas (1894), texto em prosa; Pimentões (1897); um poemeto Sagres (1898); Poesias Infantis (1904); Conferências Literárias (1906); Crítica e Fantasia (1906); Ironia e Piedade (1916); A Defesa Nacional (1917); Tarde (1919); Em colaboração com Coelho Neto, Contos Pátrios (1904); Em colaboração com Guimarães Passos, Tratado de Versificação (1910) e Dicionário de Rimas.

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